Sexta-feira, Agosto 26, 2011

vide

eny schuch




Eny Shuch iniciou seu percurso como escultora em 1990. Seus trabalhos em grandes formatos e diferentes materiais, como papier mâché e resina, foram sendo, pouco a pouco, carbonizados e desmaterializados. O vídeo, inicialmente utilizado para documentar o trabalho, converteu-se, ao longo dos anos, na sua principal fonte de experimentação. A própria artista edita suas montagens como num processo escultórico. Na sala menor desta exposição, Eny retoma suas origens matéricas e nos mostra uma série de pequenos objetos que contrapõe (no seu exterior e interior) o papier mâché misturado ao gesso, e o vídeo. São objetos íntimos feito conchas que apertamos contra as palmas da mão e aproximamos ao ouvido para escutar a dimensão dos oceanos. Os furos na superfície são janelas que atraem os olhos a paisagens desconhecidas e incitam o voyeur. A artista, que vive perto da natureza, vem filmando há anos o movimento da paisagem: o vento, a chuva, os animais. A matéria prima de seus vídeos é o tempo, o ritmo necessário a cada coisa. Contemplar com os olhos, mas também com a pulsação do corpo. Na sala maior, diferentes vídeos são sobrepostos compondo uma colagem projetada em todas as paredes da galleria, que se converte numa câmara obscura para receber os diferentes ritmos das paisagens de Eny Schuch. Teresa Poester, 2011.


Abertura nesta terça, 30 de agosto, às 19 horas



31 de agosto a 23 de outubro de 2011

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